quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A quê?

Até onde vai o nosso coração? Capaz do melhor e do pior, percorre as extremidades do nosso espírito. Quem somos e do que somos capazes? Fazer da água vinho, voar com asas de seda? Em que ponto nos precipitamos? Qual o limite para as nossas acções?
Será o amor a medida de todas as coisas? Será o ser humano capaz de conter em si tudo o que há no universo? Conseguiremos nós ser mais do que vermes rastejantes? Haverá momentos em que somos sublimes? Hoje a vida é um poço escuro mas amanhã tudo parecerá melhor
domingo, 20 de dezembro de 2009
Ser criança...

Eu já fui criança. Já joguei ao berlinde, já joguei à bola com uma garrafa de plástico, já gostei da menina mais bonita da turma. Acordava cedinho de manhã para ver os desenhos animados, brincava na rua com os meus amigos, chegava atrasado para jantar porque não ouvia a minha mãe chamar. Já possuí no olhar o brilho da irresponsabilidade, da ingenuidade. Acreditei que os bebés nasciam de beijinhos na boca, não pensava nos problemas do mundo, a minha vida começava e acabava na minha cidade. Tinha a certeza que o pai natal descia da chaminé e tinha pena por sujar as calças de cinza quando aterrasse na lareira. Abraçava a minha mãe e não tinha medo de lhe dizer que a amava, admirava o meu pai e queria ser Homem como ele um dia.
Eu já fui criança. A minha vida já foi um recreio. Já acreditei nas coisas perfeitas. Já quis ser astronauta. Imaginava que iria casar com uma menina linda, de longos cabelos escuros e teríamos muitos filhos pequeninos. Já fui criança. Já fui feliz.
Já não sou mais criança.
Fábio Nobre 13/11/09
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Não és

Nunca serás a mulher que amo. Nunca te verei jardim na minha vida. És apenas os meus cinco segundos de prazer. E não percebes, teimas em não entender que só te quero por cinco segundos. Depois disso preciso de estar longe…bem longe, chegas a enojar-me, ficas suja. Humilhas-te uma e outra vez. Não se compra amor com sexo. O teu corpo não é moeda de troca. É apenas o meu parque de diversões…porque sei que a mulher que quero não me ama.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Eu amo a minha cidade

Eu amo a minha cidade porque cresci nela e ela cresceu comigo. As suas praias são, porventura, lágrimas minhas: salgadas. À noite a minha cidade vai com os pescadores, acompanha-os nas traineiras em busca do peixe, conforta-os e trá-los de volta às suas famílias com os seus faróis. A minha cidade já teve golfinhos nas suas águas, que agora choram a sua ausência. A minha cidade é bela porque a beleza está nos olhos de quem a vê, de quem não a questiona…apenas a admira.
A minha cidade é o ponto de partida para o resto do mundo. O oceano, grande e rebelde, vem na madrugada dormir no regaço da minha cidade, aconchegado e tranquilo: sereno. E assim embala muitos corações em momentos de paixão nas suas areias…
Fábio Nobre 25\09\09
quinta-feira, 23 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
É tão fácil...
terça-feira, 2 de junho de 2009
Havia um mundo...

AMO-TE nesse mundo eram duas mãos entrelaçadas e um olhar cúmplice. AMO-TE nesse mundo era o silêncio de um coração a bater descompassadamente. Era tudo tão simples nesse mundo onde as pessoas não tinham boca. Tudo tão natural e completo. Existir uma palavra nesse mundo seria um incêndio que jamais se apagaria…
E eis, que um dia…nasce um menino com boca.
Fábio Nobre 06\03\2009
